sexta-feira

Festival de Caracóis em Mora (Alentejo)


Entre 15 e 25 de Abril visite Mora 


e saboreie receitas originais de caracol





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quinta-feira

Festival do Caracol e da Sangria - Santarém 31 de Julho a 2 de Agosto


Começa amanhã o Festival do Caracol e da Sangria, que terá lugar na sede do CCFC da Portela das Padeiras, em Santarém.


Neste festival poderá deliciar-se com variadas receitas de caracóis acompanhadas com a deliciosa sangria, e terá também bar jovem e animação musical nas noites de Sexta e Sábado.














quarta-feira

Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures


O Festival do Caracol está de volta a Loures, entre 10 a 26 de Julho, para fazer as delícias dos amantes desta iguaria tipicamente portuguesa. Com entrada gratuita, o evento conta com dez tasquinhas, espectáculos diários, espaço de animação infantil e mostras de artesanato.








Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures
Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures

“Caracoleta à Bulhão Pato”, “Empada de caracol”, “Chili de caracoleta” ou “Farinheira com ovos e caracóis” são algumas das especialidades que os visitantes podem degustar, durante os 17 dias do festival, nas tasquinhas que representam restaurantes do concelho de Loures.








Petiscos condimentados, animação de palco e de rua, exposições e artesanato do concelho são apenas alguns dos extras que completam o evento onde os gastrópodes são os protagonistas.





A nível internacional, o Festival entrou no livro do Guiness, em 2009, com o maior tacho de caracóis do mundo e, em 2014, o programa “Bizarre Foods”, do canal “Travel” fez um programa sobre o evento.

segunda-feira

Curso de Helicicultura (Formação teórica e práctica) - Agosto 2015

Olá amigos.

Hoje trazemos boas notícias para os amantes da helicicultura que pretendam receber formação nesta área quer seja por interesse pessoal ou para se iniciarem na produção de caracóis.

A formação que vai acontecer já no próximo mês de Agosto terá lugar na região de Lisboa, mais concretamente em Odivelas, e terá a seguinte constituição:
  • Tipo: Curso teórico com visita à unidade de produção. 
  • Carga horária: 25 horas (21 teóricas + 4 práticas) Divididas em 5 sessões de 5 horas cada 
  • Objectivo: No final do curso os formandos deverão saber efectuar as operações relativas ao maneio alimentar, reprodutivo, higienosanitário e produtivo de uma exploração helicícola. 

Esta formação vai munir o novo Helicicultor dos conhecimentos obrigatórios para produzir caracoleta de alta qualidade com custos baixos de produção. 

Como vai ser? Nesta formação vão ser abordadas todas as temáticas fundamentais à gestão de uma unidade helicícola para engorda de caracoleta. Vai ficar a saber todos os aspectos relativos à identificação dos hábitos e morfologia dos animais, passando pela preparação dos parques, cálculo de dietas, reprodução, cuidados higienossanitários, controlo de pragas, engorda, apanha, purga, embalamento e transporte


Curso de Helicicultura (Formação teórica e práctica) - Agosto 2015




9º Festival do Caracol no Vale de Santarém


O Rancho Folclórico do Vale de Santarém vai realizar entre 26 e 28 de Junho a nona edição do seu Festival do Caracol.


Além dos muitos petiscos no bar do recinto, onde nunca faltarão os deliciosos caracóis,  o evento contará com a actuação de artistas de renome regional e nacional.


Na sexta-feira, às 20:30, terá lugar a abertura do festival sendo que a partir das 21:30 o Duo Novo Ritmo abrilhantará o baile pela noite dentro, apenas interrompido das 23:30 às 01:00 para actuação do cantor Sérgio Rossi.

Sábado abre às 13 e às 15:00 inicia-se a tarde radical com diversas actividades, e depois a noite iguala a de sexta, mas será a vez do grupo Geração XXI animar o baile e a cantora Nucha é a estrela convidada para actuar.



No domingo, dia 28, as actividades começam logo às 10:00 com uma Caminhada pela vila, depois às 15:00 acontece a Tarde Infantil com insufláveis e às 18:30 será a mega aula de zumba com Silvana Patrício.


O baile de domingo contará com a actuação do Duo Daniel Matos e o encerramento do Festival será às 01:00


Localização: Veja aqui o mapa





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CARTAZ DO 9º FESTIVAL DO CARACOL


quarta-feira

Caracoleta Alentejana




[...] Casa Branca, no concelho de Sousel, saem por ano cerca de 40 toneladas de caracoletas para as lojas de uma cadeia da grande distribuição. Os responsáveis por este negócio são marido e mulher. António e Stela. [...] 





 [...] Hoje o negócio prosperou e as suas caracoletas, através das lojas Pingo Doce, são distribuídas em todo o País, quer no verão, altura forte de venda, quer no fim de ano, uma data que se tem revelado boa para o escoamento do produto. [...]





in Diário do Alentejo

segunda-feira

Já há caracóis ?!



Caracol lembra cerveja gelada, pedaços de pão embebidos no molho aromático, em finais de tarde na esplanada em amena cavaqueira. Nem toda a gente os aprecia, mas quem gosta, gosta mesmo.

Lentamente este petisco começa a entrar nos hábitos das populações do centro do país e até já se encontra em alguns (poucos) estabelecimentos no norte.

Há, sobretudo, alguma repugnância por este animal, de que se conhecem 35 mil espécies e que é um molusco gastrópode que pertence a um grupo que inclui outras espécies marinhas como os bivalves, polvos, chocos e lulas.

Para além disso, possui uma espécie de “pé”, ou músculo ventral, que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco, nunca entrando em contacto com quaisquer materiais ou impurezas. Significa isto que o caracol é um bicho bem mais limpo do que, por exemplo, uma galinha ou uma vaca, até porque a sua alimentação é quase exclusivamente feita à base de plantas.

Os nutricionistas não hesitam ao afirmar que a carne de caracol é um dos alimentos mais saudáveis que podem ser consumidos pelo Homem. É pobre em gordura (0,5% a 0,8%) em comparação com a de vaca (11,5%) e galinha (12%) e, para além disso, cada 100 gramas correspondem a apenas 80 calorias.

Em paralelo, o caracol é rico em proteínas (12% a 16%) e sais minerais. E, de acordo com o ministério espanhol da Saúde, nesse conjunto de proteínas está presente a quase totalidade dos aminoácidos necessários ao corpo humano, sendo uma opção de alta qualidade para regimes hipocalóricos, dietas para desportistas, diabéticos e quem sofra de anemia, grávidas e mães a amamentar

O caracol é, desde a Antiguidade, recomendado como remédio para vários tipos de males. Crendices ou não, é certo que os aminoácidos contribuem para a reconstituição da integridade dos tecidos gástricos e, portanto, para a cura de úlceras.

Um absoluto lugar comum relaciona os caracóis com a lentidão. Mas nunca ninguém se tinha lembrado de medir a velocidade que atingem, até um grupo de cientistas – norte-americanos, pois claro – se ter dedicado à tarefa de determinar que a velocidade média de um caracol comum é de um milímetro por segundo.

E já que o assunto é velocidade, importa acrescentar que o caracol foi escolhido como símbolo pelos criadores da “Slow Food”. Este movimento, que pode ser traduzido literalmente por “comida lenta”, foi fundado em Itália em 1986, tem já representações numa centena de países e luta pela protecção dos produtos e receitas de qualidade e tradicionais.
 
Através de várias iniciativas, a associação promove a cultura gastronómica, desenvolve a educação do gosto, conserva a biodiversidade agrícola e protege os alimentos tradicionais do risco de extinção.
 
Afinal, ser lento não é necessariamente uma desvantagem.



 


Caracóis e “caracoles”


 
No nosso país, as receitas mais tradicionais não dispensam, como já se viu, o tempero dos orégãos e do alho.
 
Já em Espanha, as versões dos “caracoles” mudam de região para região. Se no sul do país vizinho, imperam os molhos com especiarias e tomate, na Catalunha foi criada uma paella à base de carne de coelho e caracóis.
 
E não é difícil encontrar, em plena Andaluzia, um gaspacho gelado com caracóis.
Em Logroño, na Galiza, a sopa e o guisado de caracóis são os pratos típicos na Noite de São João, a 24 de Junho. E Em Aragão, o petisco mais procurado são as caracoletas assadas e regadas com um molho de azeite e alho.
 
Atravessando o Mediterrâneo, os caracóis são também consumidos no Norte de África, sendo a cidade marroquina de Marraquexe um dos centros gastronómicos do gastrópode, que é cozinhado com especiarias como açafrão e uma pitada de canela.


Os “escargots” franceses



Na Península Ibérica, os caracóis são habitualmente conotados como um prato servido em locais populares. Mas, do outro lado dos Pirinéus, em França, tomam o nome de “escargots” e são uma iguaria servida nos restaurantes mais luxuosos, tendo mesmo sido concebida uma linha específica de talheres para evitar que os comensais usem as mãos

Os “escargots” são parte importante do património gastronómico gaulês, sendo consumidos como entrada ou prato principal. No Natal e na passagem de ano, nunca faltam à mesa dos franceses, sendo essa a época de maior consumo. A forma tradicional de os cozinhar envolve um molho à base de manteiga, alho e salsa

O consumo de caracóis em França ronda a 40 mil toneladas por ano, das quais cerca de metade são importadas de países como Portugal, Espanha e Grécia.


A criação de caracóis


 
“Helicicultura” é a designação técnica dada à criação de caracóis e este nome remete para a forma de hélice das conchas. Como é natural, é em França que esta actividade económica se encontra mais desenvolvida, em quintas espalhadas um pouco por todo o país. Além da reprodução pura e simples, os criadores dedicam-se igualmente ao cruzamento de espécies, procurando obter exemplares de dimensão apreciável e, ao mesmo tempo, com o sabor mais desejado. Para isso, tentam obter animais “mestiços” com os genes dos caracóis mais comuns e das caracoletas.
 
Hermafroditas, os caracóis podem acasalar com qualquer outro indivíduo da sua espécie, desde que este se mostre disponível, produzindo uma apreciável quantidade de ovos. Os caracóis podem parecer animais muito vulgares, mas algumas espécies encontram-se ameaçadas de extinção, principalmente devido à acção do Homem e à poluição. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.

Estes animais variam significativamente de tamanho. A maior espécie terrestre é o Gigante Africano, que pode medir até 30 centímetros, enquanto o campeão dos caracóis aquáticos vive nos mares da Austrália, atingindo 45 centímetros e 20 quilos. A longevidade também é variada, e se grande parte das espécies não atinge os três anos, existem caracóis com 30 anos.