terça-feira

A palavra caracoleta não vem nos dicionários. Porquê?



Boa pergunta
«Caracoleta moura: nome que se dá à espécie de moluscos gastrópodes terrestres, cujo nome científico é Helix aspersa, Lineu. É de dimensão maior que as outras caracoletas e, em geral, os algarvios não as comem. A palavra caracoleta não vem nos dicionários. Porquê?» (Eduardo Brazão Gonçalves, Dicionário do Falar Algarvio, Região de Turismo do Algarve, 1988, p. 66). Passados quase vinte anos, ainda não temos o vocábulo «caracoleta» registado nos dicionários. 

Comem-nas, mas não as respeitam.

segunda-feira

Protecção dos caracóis elogiada pela UE





Trabalho da RAM na preservação da espécie mereceu nota positiva da Comissão Europeia



Protecção dos caracóis elogiada pela UE










Paulo Oliveira realçou que os projectos de preservação de espécies emblemáticas como o lobo-marinho ou a freira da Madeira servem de “guarda-chuva” para outras espécies, neste caso«Sem falsas modéstias«, o director do Parque Natural da Madeira refere que a Região tem feito um bom trabalho na protecção das espécies que compõem a biodiversidade regional.
, os caracóis de terra.








O trabalho desenvolvido pela Região Autónoma da Madeira na protecção dos caracóis de terra nos últimos dez anos mereceu uma nota positiva por parte da Comissão Europeia. Nota essa que se destaca num cenário muito preocupante em relação à sobrevivência de outras espécies.
Num comunicado de imprensa da CE, são manifestadas preocupações devido ao «declínio alarmante dos peixes de água doce, moluscos e plantas», como revelam novos trabalhos de investigação publicados ontem sobre o património natural da Europa. Após ter sido feita uma análise muito preocupante às espécies ameaçadas de extinção, a Comissão Europeia aponta alguns exemplos positivos e, a este nível, destaca o trabalho desenvolvido no controlo das espécies invasoras, que resultam também na protecção dos caracóis de terra ameaçados na Região nos últimos dez anos.
Instado a se pronunciar sobre a nota positiva deixada pelos técnicos europeus, o director do Parque Natural da Madeira admite, «sem falsas modéstias», que de facto a Região tem feito um bom trabalho na protecção das espécies. Paulo Oliveira sublinhou que «as medidas de conservação da natureza que têm sido tomadas na Região visam proteger a biodiversidade» e que, nesse sentido, há uma maior atenção às espécies «emblemáticas como o lobo-marinho, a freira da Madeira, o pombo-torcaz». Mas, realçou, «por baixo desse “guarda-chuva”, há toda uma biodiversidade que também é protegida. Obviamente que os caracóis estão incluídos nestas espécies invisíveis e que acabam por ser protegidas de uma forma directa, por estarem dentro das áreas protegidas» pelos projectos desenvolvidos na Região, como o “Life” (exemplificando o exemplo do projecto para os Ilhéus no Porto Santo, com um trabalho directo na protecção de uma espécie de caracol de terra). Ou seja, para além dos benefícios que a espécie acolhe por via dos projectos mais emblemáticos, são também desenvolvidos programas de protecção directa aos caracóis de terra na Região.



 










Paula Abreu in jornaldamadeira.pt


quarta-feira

Corrida de caracóis




Corrida de caracóis na Serra do Bouro









Subir o mais rápido possível uma cana com um metro de altura foi o desafio que colocou frente a frente 23 caracóis, estimulados com borrifadores de água, numa competição que, em jeito de brincadeira, se realizou na associação da Serra do Bouro, nas Caldas da Rainha, no dia 1 de Novembro, no âmbito do sexto aniversário do grupo de jovens Maré Alta.


O tempo que o caracol demorava a subir era cronometrado, tendo o primeiro chegado à meta em 13 minutos e 13 segundos, apenas menos um segundo do que o segundo classificado.


Esta primeira corrida de caracóis na aldeia teve participantes de várias faixas etárias, desde crianças a idosos, entre homens e mulheres, e até o presidente da junta de freguesia, todos com o mesmo entusiasmo e paciência para ver se o seu caracol chegava mais depressa que os outros ao topo. Alguns, a meio do percurso, voltavam para trás.


Abílio Júlio, de 43 anos, que ficou em terceiro lugar, manifestou que foi “uma tarde bem passada e engraçada, porque foi algo que ainda ninguém na terra se tinha lembrado de realizar”. “Se houver uma futura iniciativa, irei participar”, assegurou.


Laurentina Horta, de 74 anos, ficou em segundo lugar. “Foi interessante e achei bem que tivessem realizado este concurso”, declarou, adiantando que não utilizou nenhuma técnica em especial. “Coloquei-o na cana e começou a subir depressa”, contou.


Bruno Governo, de 25 anos, foi o vencedor e já pensa em renovar o título numa próxima competição. “Esta é uma iniciativa para repetir e se o caracol não morrer, cá estarei outra vez”, afirmou.


Júlio Ventura, de 68 anos, apresentou o caracol mais original, dentro uma mini-cabaça como se fosse uma casa, e enalteceu o evento “promovido por jovens”. Sobre a competição, revelou que “treinei o caracol mas ele não ajudou”, explicando que o truque “era saber borrifar as canas, para torná-las húmidas e o caracol deslizar mais rápido, só que a água acabava por atingir os caracóis que estavam nas canas vizinhas”.


Segundo o regulamento, escrito de forma divertida, “em caso de capotamento, se ficar com lesões graves e incapacitado de prosseguir a prova” era dado um caracol novo. Em caso de amputações de um corno, seriam dadas “três borrifadelas e a corrida segue”. Em caso de amputação dos dois cornos, era dado um novo caracol. Se houvesse fractura da carapaça, se não sofresse perda de movimentos, recebia duas borrifadelas e seguia corrida.


As inscrições para esta prova custavam um euro para quem tivesse caracol e participado no almoço, dois euros para que tenha almoçado mas não tivesse caracol, e três euros para quem não tivesse almoçado e não levasse um caracol. Os três primeiros receberam peças de cerâmica com figuras de caracóis, numa oferta das empresas Baleauto Reboques e CA&RA, Lda. Os restantes tiveram um diploma de participação.


Jessica Avó, presidente do grupo Maré Alta, revelou que tem 25 membros, dos 13 aos 38 anos. São promovidos convívios e eventos a favor das associações locais, é dinamizada uma colónia de férias no Verão e elaborado o carro alegórico para o Carnaval.





Francisco Gomes


in  jornaldascaldas.com