segunda-feira

O papel do caracol na saúde humana




De Hipócrates aos nossos dias, tanto a medicina quanto a farmácia encontraram nos caracóis, a partir dos derivados desse molusco – muco, carne e concha, um aliado para aliviar males humanos, no tratamento dos diversos órgãos do corpo.





baba de caracol tem substâncias que protegem e regeneram a pele
O caracol segrega substâncias que protegem e regeneram a pele


A lista de sintomas tratáveis é extensa e as fórmulas de preparação das receitas, também. Dizem os textos que, macerados e aplicados em compressas, os caracóis eliminam a flacidez dos seios, fervidos servem de xarope para aflições pulmonares, crus eles curam úlcera e atuam como laxativos, protegem a voz dos cantores, e vivos eliminam verrugas e cicatrizam queimaduras.


O caracol segrega substâncias que protegem e regeneram a pele e já serviram de base para cosméticos franceses, no passado. 


Hoje, assistimos à volta do uso de componentes animais em poderosos preparados com finalidade cosmética e, dentre estes, está o muco do caracol, a helicilina.

sexta-feira

Funcionamento de uma empresa de criação e venda de caracóis e escargot




Escargot Gros Gris ou Helix aspersa maxima



A produção de escargots começou em 1996 com a compra de 30 matrizes por semana durante alguns meses, até alcançar quatrocentos e cinquenta. Este seria um módulo básico. Nessa época, fomentavam-se pequenas produções rurais inovadoras, “rentáveis,” de toda espécie, shiitaki, escargots, rãs, trutas, hidroponia, até no quartinho dos fundos de seu apartamento. Nosso objetivo era o auto-sustento de uma propriedade rural, até então de lazer familial, deficitária enquanto propriedade produtiva.


Muitos começaram assim, poucos ficaram. Como poderia isso ser rentável? Uma pequena produção, geralmente, não resiste à necessidade de vender para obter lucro e, assim, atingir o objetivo de sustento. Apenas uma grande produção pode entrar em algum tipo de equilíbrio com o mercado, ainda mais em se tratando de um produto como o escargot que precisa entrar nos hábitos do consumidor brasileiro. A questão de como começar pequeno, sobreviver e crescer se resolve somente de uma maneira: dedicação de tempo e energia ao negócio, além de explorar todas as oportunidades que a propriedade oferecer.


A produção se desenvolveu bem, do ponto de vista técnico, mas com uma velocidade inteiramente diferente do tempo requerido para o conjunto de ações necessárias para comercializar um produto, o escargot, cujas características são muito particulares dentro do mercado da alimentação no Brasil.


Ao tentar unir as diversas vertentes deste quebra-cabeça, a microempresa surgiu, com atenção dirigida a todos os aspectos de interesse do cliente. Abrange o ciclo completo de criação e comercialização do escargot e atenção é dada a cada etapa até a chegada da iguaria à mesa do consumidor para garantir sua qualidade no momento da degustação.


Mas, para que isto fosse possível as estruturas de produção e de beneficiamento tiveram que ser totalmente reformuladas e modernizadas para produzir um alimento natural em escala industrial, saudável e economicamente rentável.


De uma produção artesanal de alguns quilos por mês, com os escargots em cativeiro – em caixas ou tanques – passamos para uma produção industrial de algumas toneladas por ano, em parque aberto, onde o escargot raramente é manipulado diretamente, a não ser na hora da colheita. A produção em parque permite a racionalização da produção e melhora a qualidade do produto. Dificilmente, por exemplo, se vê uma concha mal-formada.


As fases da produção foram regularizadas para atingir maior produtividade e racionalizar o trabalho: semeio, engorda, colheita e reprodução perfazem as etapas de um ciclo contínuo. Não há, como no método artesanal, matrizes em constante reprodução, ovos eclodindo a toda hora e filhotes a manipular semanalmente, bacias, caixas e caixotes de todo tamanho para higienizar diariamente, e milhares de potes de água e ração a distribuir em milhares de caixas.


Reprodução



No momento da colheita, as matrizes são selecionadas objetivando manter a qualidade dos escargots: velocidade de crescimento, ganho de peso, textura da carne e conformação perfeita da concha.


Nosso plantel de escargots é renovado a cada ciclo reprodutivo e a cada três ciclos, escargots são trazidos da França para ampliar o universo genético do plantel.


Este tipo de importação-exportação foi realizado pela primeira vez entre os dois países com nossos parceiros de intercâmbio técnico de produção na França. A transação precisa ser efetuada de forma cronometrada para garantir a sobrevivência dos animais que resistem apenas algumas horas ao transporte.


Mantemos com a França, contratos de compra e venda de escargots vivos, supervisionados pelo Ministério da Agricultura, registrados e admitidos pela Vigilância Sanitária e taxados pela Receita Federal no momento de entrada no país. Mantemos a rastreabilidade do produto, em todas as fases da produção e comercialização.


O ateliê de reprodução



Os jovens escargots recém adultos são colhidos antes de cruzarem. Na colheita, do total a abater, são selecionadas 20.000 matrizes que são levadas à hibernação climatizada por 45 a 60 dias. Durante a hibernação o escargot amadurece sexualmente. Ao acordarem já são matrizes formadas e entram em atividade de acasalamento para reprodução.


As matrizes vivem em ateliê de reprodução com ambiente controlado para se manter em atividade durante a fase reprodutiva de 30 a 45 dias: a área é clara, iluminada 15 hs diariamente, ventilada, com temperaturas entre 18 e 23° C e umidade relativa do ar entre 80 e 95%.


Temperaturas muito abaixo ou acima deste limite levam o escargot a se fechar – hibernar ou estivar – cessando sua atividade de reprodução ou desacelerando o crescimento, em outros estágios. Esta característica pode ser usada no momento da colheita para estocar o animal vivo para reprodução ou até seu abate.




Os caracóis são hermafroditas incompletos – são dotados de ambos os sexos e exercem ambas funções, masculina e feminina. A auto-fecundação, porém, não é possível e a reprodução requer dois escargots para o ato reprodutor que dura, em média, de 12 a 18 horas. Durante este período as matrizes permanecem imóveis e deve-se evitar qualquer manejo, para não prejudicar a fecundação.




A gestação requer 15 a 30 dias e cada matriz pode por 60 a 120 ovos, duas vezes ao ano. A matriz necessita de terra ou areia para a postura. Os ovos serão depositados em recipientes contendo composto ou terra esterilizados. Os potes são recolhidos semanalmente e levados para um local próprio, também com temperatura e umidade controladas, para aguardar a eclosão. Os ovos levam de 15 a 30 dias para eclodirem.


Dos ovos eclodidos, irão para o parque aqueles que nascerem em quantidade suficiente, no mesmo dia, para povoar o parque de uma só vez. Da próxima colheita sairão as novas matrizes necessárias para abastecer o entreposto de acordo com as previsões de vendas anuais.




Após a fase de reprodução e postura, os reprodutores deste ciclo seguem para o abate, como ocorreu com os outros caracóis logo após a colheita.


Do Berçário direto ao parque



Os “baby” escargots recém-nascidos, medindo apenas 3 mm de diâmetro, irão da eclosão diretamente para o parque onde passarão a fase de crescimento até a idade adulta no mesmo ambiente, protegidos de predadores e de evasões, em temperaturas amenas e umidade ideal.









O Parque de engorda



O parque é idealizado para racionalizar a produção. Leiras para circulação facilitam o trabalho de distribuição da ração, manutenção dos aspersores e limpeza dos canteiros de produção. Os escargots recém-nascidos são distribuídos nos canteiros à razão de 350 por metro quadrado ao solo. No parque estão plantadas forrageiras da preferência dos escargots para contribuir em sua alimentação natural. As espécies forrageiras fornecem uma parte da proteína e do cálcio da dieta e dão sombra. Neste microambiente ideal, o escargot se desenvolve perfeitamente com boa saúde e formação de belas conchas. A colheita é feita entre 3 e 5 meses após eclosão dos ovos.









Além da alimentação natural orgânica plantada no parque, uma ração dosada e preparada é fornecida diariamente aos animais garantindo todos os nutrientes requeridos para seu crescimento, de forma balanceada – proteínas e fibras em forma de farelo de soja e trigo, milho, cálcio para formação de conchas sólidas, sais minerais e micronutrientes.


A Colheita



A cada 3 dias são colhidos até 10.000 escargots que são levados para purga. Durante 2 dias são lavados e, a seguir, cortando-se a água e a ração, são deixados para se fechar. Após 4 dias, são empacotados em lotes de 300 escargots divididos entre futuras matrizes selecionadas por tamanho, peso e conformação e escargots para abate imediato. Todos são enviados para hibernação em temperatura controlada durante, pelo menos, 15 dias antes do abate. Além de limpar ainda mais a carne, uma hibernação profunda é assegurada no momento do abate, respeitando-se as normas de abate sem sofrimento animal.











quarta-feira

Sobre a preparação, limpeza, abate e acondicionamento de cacacóis


Até recentemente não havia regulamentação para fábricas de transformação e abate de escargots que há muito é exigida para o abate de outros animais tais como o boi e as aves. 


No caso dos escargots essa a lacuna começou já a ser preenchida por alguns entrepostos de Caracóis. Como conseqüência da regulamentação progressiva das atividades ligadas à produção de alimentos, o abate do escargot passou a ser feito em abatedouro de moluscos autorizado e vigiado pela Secretaria de Agricultura e Secretaria de Saúde, o que é uma segurança para o consumidor.









Um abatedouro atende aos padrões de construção e higiene exigidos oficialmente. Ao comprar Escargots de origem controlada, crus, cozidos ou preparados, o consumidor beneficia da garantia de qualidade e higiene que acompanha todas as fases da produção, do abate e do preparo.


O ultracongelamento dos Escargots permite conservar todo o sabor e textura do escargot preparado na hora.  Ao servi-lo, você terá a certeza de extrair o melhor do produto.


Do abate e processamento



O escargot é abatido em água fervendo, como se faz com crustáceos em geral, a exemplo da lagosta. Um resfriamento rápido solta o escargot da concha e a carne é retirada para limpeza e cozimento. O hepato-pancreas (tortillon) é extirpado nesse ato.


A carne é  lavada com sal grosso seguido de várias águas para eliminar o muco que existe em abundância nesse animal. A seguir passa por uma fervura de 20 minutos para esterilizar a carne e facilitar a retirada do restante dos órgãos internos.  A remoção da totalidade dos órgãos, apesar de reduzir o peso da carne limpa, assegura a homogeneidade da textura da carne pois o escargot acumula cristais de cálcio em diferentes partes do corpo o que pode dar ao gourmet desprevenido a sensação de estar mastigando terra e imaginar que tenha faltado higiene no preparo da iguaria. Na realidade, a sensação é proveniente de cristais de calcário acumulados nos órgãos não removidos do animal.


Preparo



Uma vez limpo, o escargot é selecionado por tamanho ou calibre e cozido, em um caldo de legumes com ervas aromáticas (bouillon) fartamente acompanhado de vinho branco seco, em fogo muito brando, durante 3 horas. Estão assegurados textura e sabor perfeitos, à altura da iguaria.






Na receita mais conhecida, o escargot à bourguignonne, o escargot é recolocado em sua concha após cozimento e recoberto com manteiga preparada com salsa, alho, sal e pimenta. É um casamento perfeito.


Destacamos que há 4 cortes no peso líquido final da carne do escargot: retirada do tortillon, pré-cozimento, extirpação das vísceras e o último, que será o cozimento. Assim, o escargot que entrou na fábrica com 8 a 12 gramas sem concha sairá, pronto para consumo, com 2,3 a 6 gramas a unidade. A dúzia de escargots médios pesa, aproximadamente, 35 g ou 2,9 g a unidade, e a dúzia grande, 48 g ou 4 g a unidade.  O escargot mais comercializado na Europa é de tamanho médio.


Apontamos que os escargots enlatados, assim como a maioria dos escargots comercializados por abatedouros no Brasil, pesam em média 2 gramas mais, por não passarem pela segunda limpeza, a retirada das vísceras após fervura. Esta passagem, necessária para garantir a homogeneidade da carne ao paladar, como já foi dito, representa um upgrade na qualidade do produto que oferecemos e é exigida no caso de escargots orgânicos. É preferível um escargot de aparência menor e bem preparado, a um escargot pronto para consumo sem tratamento prévio.


Outro ponto que vale a pena ser ressaltado é o abate mal feito que resulta no escargot em extensão, aberto, após abate. O escargot de maior valor é aquele que não se assemelha ao animal, aparentando uma “vírgula”. Os escargots ditos “courreurs”, em extenção, devem ser selecionados e eliminados antes da comercialização do produto e não chegam ao prato do gourmet. Este escargot, apesar de ter um tamanho aparentemente maior, não tem valor comercial pois foge das regras do abate correto sem sofrimento para o animal. A pressa no abate é inimiga da perfeição. A aparência final do produto também é fator que valoriza ou desvaloriza a iguaria.

segunda-feira

Produção de caracóis - Notícias - RTP


Um interessante trabalho de reportagem, realizado pela RTP, sobre o negócio da criação e venda de caracóis








Clique na imagem para ver a reportagem sobre criação de caracóis


sexta-feira

Os dois sistemas/métodos principais de criação de caracóis






Com o aparecimento das primeiras quintas helicicolas nos anos 70 nascem também duas formas muito distintas de criar caracóis, as mesmas que são usadas ainda hoje com mais ou menos adaptações. 





Por um lado temos o método italiano ao qual se costuma chamar "Ciclo Biológico Completo" onde os animais são criados em grandes parques de terreno a céu aberto. Antes dos caracóis reprodutores serem colocados o terreno é tratado e é-lhe aplicada uma sementeira com uma mistura específica de vegetais que mais tarde os caracois irão comer e usar como abrigo. Não necessita de grande investimento nem mão-de-obra a tempo inteiro na maioria dos casos, o que faz deste método a forma ideal para um "passatempo" familiar ou uma segunda fonte de rendimento. Tem como principais pontos fracos o tempo necessário para que o caracol atinja a idade adulta - cerca de dois anos com colheitas anuais -, a elevada taxa de mortalidade (até 30% é considerado normal), o não poder ser praticado no Inverno e não ser possível controlar efectivamente a quantidade de caracol criado. A colheita tende a ser um processo lento. 





Por outro lado temos o método francês ou "Sistema Intensivo" onde os animais são criados em mesas específicas colocadas em recintos fechados com parâmetros de luz, temperatura e humidade controlados e alimentados exclusivamente com rações próprias para helicicultura. Desta forma o caracol leva seis a oito meses a atingir a idade adulta e é possivel criar caracóis o ano inteiro. Também permite tirar o maior rendimento possível do espaço disponível e os processos de controlo da colheita são muito facilitados. Tudo isto à custa de um maior investimento e de uma absoluta dedicação a tempo inteiro.



quarta-feira

Helicicultura - Um negócio em expansão


Respiram-se ares de mudança na criação de caracóis.




Em tempo de recessão económica, a criação de caracóis terrestres surge como uma fonte de rendimento viável e uma excelente alternativa para as milhares de pequenas e médias explorações agro-pecuárias existentes no nosso país.


Desde há algum tempo que se tem vindo a registar um aumento exponencial no interesse pelos seus serviços de formação, indício claro de que existe muita vontade e espaço para crescer num mercado que se encontra ainda deficitário em termos de oferta face à procura. Mas como diz o ditado "nem tudo são rosas"...


Olhando para toda a informação disponível concluímos rapidamente que para além de escassa é quase totalmente proveniente de países como a França, Espanha, Itália, Chile, Argentina e Brasil e como tal é, em alguns pontos chave, absolutamente contraditória ou incompatível com as realidades económicas, laborais e sociais do nosso país.


Por um lado temos os nossos vizinhos europeus com um nível de vida superior ao nosso e onde se consomem caracois o ano inteiro com todas as pequenas e grandes diferenças de mercado que esse facto acarreta. Por outro lado, a realidade económica dos produtores sul-americanos também não é aplicável à nossa realidade já que os custos em equipamento e sobretudo em mão-de-obra são substancialmente mais baixos do que os nossos.


A ordem de pensamentos de quem quer iniciar-se na helicicultura acaba por ser quase sempre a mesma e isso reflete-se nas primeiras questões que habitualmente nos colocam: 




- "O que necessito ?"


- "Qual a produção minima ?" 


- "Quanto custa ?" 




São perguntas que carecem de respostas adaptadas à realidade portuguesa de forma a garantir que os futuros helicicultores lusos possam entrar no sector com toda a segurança.


Tentamos agora, de uma forma muito generalizada, responder às perguntas mais comuns que nos chegam diariamente. Os valores apresentados representam uma estimativa calculada através da análise exaustiva de todas as explorações implementadas no país.





Pergunta 1. Qual a área necessária ?










Área Total


Área Util


2500 m2


2000 m2


3750 m2


3000 m2


5000 m2


4000 m2


6250 m2


5000 m2






A área util corresponde à área dedicada à criação de caracois e é calculada subtraindo à àrea total o espaço reservado a acessos e infrastruturas de apoio à produção.



Pergunta 2. Que quantidade de alevins necessito ?














Área Util


Alevins


2000 m2


1.000.000


3000 m2


1.500.000


4000 m2


2.000.000


5000 m2


2.500.000






A quantidade de alevins necessária é calculada de forma a rentabilizar ao máximo a área util disponivel (ver Quadro 1). 



Pergunta 3. Que quantidade de caracol adulto posso produzir ?














Área Util


Quantidade (kg/ano)


2000 m2


10000 kg


3000 m2


15000 kg


4000 m2


20000 kg


5000 m2


25000 kg








Tendo em conta a quantidade de alevins necessária (ver Pergunta 2), o peso médio de um caracol e uma taxa de mortalidade de cerca de 20% é possivel calcular com alguma margem de erro o potencial produtivo de uma exploração helicícola.





Pergunta 4. O que necessito para começar ?





Esta é certamente a pergunta mais dificil de responder. É possivel criar uma exploração helicícola aproveitando infrastruturas existentes e recorrendo ao ferro-velho ou, pelo contrário, adquirir todo o material novo e criar de raiz. As opções são muitas.





Segue-se um exemplo muito genérico do que consideramos ser a exploração helicicola mais comum em Portugal. Todos os preços referidos pressupõem a aquisição do material novo. Não foram contabilizados os custos em mão-de-obra.





Exemplo para uma exploração helicícola com 2000 m2 de área total.













Item


Custo Unitário


Custo Total


Observações


Apenas no 1º Ano


Vedações


3 € / metro


600 €


Rede própria para helicicultura, postes de madeira, arame e alguns acessórios.


Refúgios


1 € / metro


1000 €


Estruturas onde os caracois se possam esconder durante o dia.


Outros 


2.4 € / metro


480 €


Todo o restante equipamento necessário à construção do parque de engorda.


Alevins


10 € / milheiro


10000 €


1.000.000 alevins.


Despesas Anuais


Água


Variável


300 €


Preferencialmente de furo ou poço.


Ração


0.35 € / kg


5250 €


15000 kg de ração












Pergunta 5. Qual o preço médio do caracol adulto?





Em Portugal, nos ultimos anos, o preço do quilo de caracol oscila entre os 3 € e os 5 € e é sempre vendido vivo, limpo, espurgado e embalado em sacos de 2 a 5 quilos


sábado

Curiosidades dos caracóis







Curiosidades dos caracóis


Por que razão não se comem caracóis no porto?


Por falta de hábito. No que toca a petiscos, os nortenhos têm outras preferências: tripas, francesinhas, etc. Em 2007 houve uma feira do caracol em Leça da Palmeira, mas a popularidade dos moluscos continua geograficamente limitada.





Sabia que os caracóis ajudam a curar doenças?
Desde a antiguidade que os caracóis são aconselhados para a cura de vários males. Verdade ou não, o certo é que os aminoácidos da carne dos caracóis contribuem para a reconstituição dos tecidos gástricos. Também são bons para combater o colesterol e podem ser consumidos por quem sofre do fígado.





Como se distingue um caracol fêmea de um caracol macho?  


Não se distinguem. Os caracóis são hermafroditas, têm ambos os sexos.





Porque se comem caracóis e se ignoram as lesmas?
Parecem uma versão pronto-a-comer do nosso molusco preferido. Mas se o pão sem côdea foi uma grande ideia, o caracol sem casca nunca será um sucesso: as lesmas podem transmitir doenças que afectam os seres humanos, os caracóis não.





Como surgiu a lengalenga “Caracol, Caracol, põe os Pauzinhos ao Sol”?
O verso faz parte de uma canção para crianças, “A Zanga do Caracol”. A sua origem e autor são desconhecidos.





Qual a velocidade média de um caracol?
Um caracol atinge a impressionante média de 0,048 km/h.