quinta-feira

Caracóis à Brás

Hoje apresentamos uma receita deliciosa mas também extremamente fácil e rápida: Caracóis à Brás !






caracois a braz
Caracóis à Brás


Ingredientes para 4 pessoas:


  • 1 pacote de batata palha

  • 250 gr de miolo de caracol

  • 5 ovos

  • 1 cebola

  • 4 dentes de alho

  • azeite q.b.

  • coentros q.b.




Confecção:




  • Refogar a cebola e os alhos no azeite até alourar (dourar).

  • Juntar os caracóis, deixar apurar um pouco.

  • Juntar a batata palha e envolver bem.

  • Juntar os 5 ovos previamente batidos e mexer até formar um conjunto homogéneo. 

  • Finalmente juntar os coentros e servir de imediato.




Sugestão: 


  • Acompanhe com um vinho branco leve, ou vinho verde bem fresquinhos.


quarta-feira

Ravioli de Caracol - Uma receita de caracois diferente



Acha que sabe fazer caracóis?




Cozinhar um gastrópode não é para todos, pelo menos para conseguir o toque que os torna num dos petiscos preferidos dos portugueses.
No entanto Franceses e Marroquinos cozinham os caracóis de forma diferente. Saiba como.







Experimente você mesmo fazer os seus caracóis, pode optar pela receita convencional ou, se já for um cozinheiro experiente, tentar reproduzir a receita francesa de Ravioli de Caracol com suco de agrião e caviar de caracoleta. Aqui vos deixamos ambas.




Receita de caracóis à portuguesa:



Ingredientes:



- 2 kg de caracóis


- 80 g de alho


- 60 g de cebola


- 2 cubos de caldo de galinha


- 2 a quatro malaguetas (a gosto)


- Orégãos em rama




Preparação:




Lave bem os caracóis em água corrente antes de começarem a ser cozinhados. Certifique-se de que todos os animais estão vivos antes de os meter no tacho, retire as 'tampinhas' que fecham a casca, caso necessário.




Coloque- os num tacho largo e cubra-os com água até uma altura de dois dedos acima do nível dos caracóis. Deixe-os durante dez minutos até saírem todos da casca. Inicie a cozedura em lume brando, sem os temperos, que só deve adicionar depois de os caracóis terem morrido.




Após colocar todos os ingredientes, deixa-se cozinhar até levantar fervura. O molho só deve ferver durante três a quatro minutos. Os orégãos em rama são mergulhados durante a fervura e retirados mal se apaga o lume. Deve deixar os caracóis a repousar durante dez minutos antes de servir.







Receita de Ravioli de Caracol com suco de agrião e caviar de caracoleta








Faça o suco de agrião:


Deixe alourar cebola na manteiga, numa frigideira. Adicione talos de agrião e cozinhe alguns minutos. Adicione caldo de galinha. Frite 10 minutos. Adicione as folhas de agrião e cozinhe por 1 minuto. Misturar imediatamente para manter a cor.




ravioli di caracoli
Ravioli de Caracóis







Faça o ravioli:


Escorra e salteie os caracóis em espuma de manteiga. Adicione o alho picado e salsa fora do calor. Deixar arrefecer. Juntar ao ravioli os caracóis e adicionar um pouco de puré de batata misturando com gemas de ovo para engrossar. Cozinhe os raviólis por 3 minutos em água fervente.





Montagem:


Organize o ravioli em pratos de sopa quentes. Despeje o suco de agrião. Adicione um pouco de caviar de caracol e decore com algumas folhas de agrião. 




Ovos de caracol
Caviar Branco (Ovos de caracol)





Atenção ao caviar de caracol: cada caracoleta põe apenas uma vez por ano uma centena de ovos(cerca de 4 gramas). Para produzir um quilo de caviar de escargots, são precisas cerca de 260 caracoletas. É um produto raro daí o seu preço ser bastante elevado (entre 1600 e 2000 euros por quilo). 





sexta-feira

Ovos de Caracol - O "Caviar Branco"

É conhecido como "caviar branco" e vendido a cerca de mil euros o quilo.
Trata-se do ovo de caracol que está a ser estudado pela Universidade do Algarve. Comentários de Isabel Carvalho, coordenadora "Food Science Lab".




quinta-feira

Formação em Helicicultura












O termo “helicicultura” deriva dos vocábulos latinos “Helix” (Tipo de caracol) e “Cultivare” (Cultivar). 



A definição consensual de helicicultura é “Criação sistematizada em cativeiro, com fins comerciais, de caracóis terrestres comestíveis.” 





Vários leitores nos questionaram acerca da realização de acções de formação para helicicultores.


O nosso conselho é invariavelmente o de que procurem contactar produtores já estabelecidos que possam proporcionar-lhes essa formação, sendo que o ideal seria o formato de estágio com integração temporária nas equipas de trabalho.


Não há nada melhor do que aprender 'no terreno', na prática, literalmente com as mãos na terra.







Porém, quando se pretende complementar o conhecimento prático com uma base sólida de informação teórica, a estrutura ideal para a formação em helicicultura será sempre aproximada da que a seguir se elenca:








Objectivos





  • Efectuar as operações inerentes ao maneio alimentar, reprodutivo, higio-sanitário e produtivo de uma criação de caracóis.




Conteúdos





  • Importância sócio-económica

  • Produção e consumo

  • Espécies comerciais utilizadas, características e distribuição geográfica

  • Morfologia externa e interna

  • Costumes do caracol - diários, anuais, hibernação e período estival

  • Enquadramento legal das explorações de helicicultura

  • Registos oficiais

  • Sistemas de criação de caracóis


    • Sistema de criação de ciclo biológico completo

    • Sistema de criação misto


  • Instalações e equipamentos


    • Instalações - naves, estufas, parques, refúgios, salas de reprodução, cria e engorda; organização do espaço e circuitos

    • Características do terreno

    • Equipamentos - de aquecimento, de alimentação, de iluminação, de reprodução, de postura, de limpeza e desinfecção; cercas dos parques; sistemas anti-fuga


  • Maneio alimentar de caracóis


    • Necessidades nutritivas e alimentares dos caracóis

    • Tipo de alimentação e culturas para os caracóis

    • Operações relativas à alimentação


      • - Cálculo de dietas

      • - Operações de preparação e distribuição de alimentos

      • - Distúrbios alimentares – identificação e intervenção de urgência



  • Maneio reprodutivo de caracóis


    • Selecção de reprodutores

    • Côrte e cópula

    • Reprodução e factores condicionantes - luminosidade, temperatura, humidade, carga biótica, raça e idade

    • Postura de ovos - períodos e quantidades; factores condicionantes da postura

    • Incubação e eclosão

    • Operações relativas à reprodução


  • Maneio higio-sanitário de caracóis


    • Operações de limpeza e higienização das instalações, equipamentos e animais

    • Operações de tratamento - doenças, desparasitação

    • Operações de eliminação dos predadores


  • Maneio produtivo de caracóis


    • Incubação e eclosão dos ovos

    • Gestão da maternidade e duração deste período

    • Engorda


      • - Programa alimentar e densidade de caracóis

      • - Operações de alimentação e engorda


    • Recolha dos caracóis - tamanho e peso adequado


  • Comercialização - formas de comercialização do produto, normas de higiene e segurança alimentar, transporte, embalagem e rotulagem

  • Registos e consulta de informação

  • Tratamento de resíduos da exploração

  • Boas práticas de segurança, higiene e saúde no trabalho



domingo

O caracol gigante: uma das espécies invasoras mais perigosas






Duas espécies de caracóis têm alarmado autoridades sanitárias do Equador e de outros países das Américas. Uma delas, o caracol gigante africano, pode transmitir um parasita que causa meningite. A outra, o caramujo-maçã, tem causado grandes estragos em cultivos comerciais.





As duas espécies estão se expandindo rapidamente no Equador e já foram detectadas em partes da Colômbia, Venezuela e EUA, além de países de outras regiões, como Espanha.





O caracol gigante africano (achatina fulica), também chamado simplesmente de caracol-africano, é um molusco terrestre e uma das cem espécies invasoras mais perigosas do planeta, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.





O molusco pode medir cerca de 30 centímetros e colocar até mil ovos. Consome cerca de 500 espécies de plantas e pode hospedar o parasita angiostrongylus cantonesis, que causa meningite.





Na Colômbia, a presença desse caracol foi detectada em pelo menos 11 cidades em 8 Departamentos. Na Venezuela, o molusco prolifera em vários Estados. Em Miami, autoridades colocaram anúncios em bairros e escolas para alertar sobre a invasão do animal, que se desenvolve principalmente em áreas úmidas.





Segundo relatou à BBC o diretor da área de Parasitologia do Instituto Nacional de Higiene do Equador, Luigi Martini, o molusco foi detectado em 12 das 24 províncias equatorianas. O que é ainda mais preocupante: desde 2008 também foram registrados no país quase uma centena de casos do tipo de meningite transmitido pelo caracol, sendo que três dos infectados morreram.





O caracol-africano chegou até às Ilhas Galápagos, onde está em desenvolvimento um amplo programa para a erradicação do animal.





Autoridades acreditam que o caramujo-africano foi introduzido nas Américas por comerciantes que queriam desenvolver produtos cosméticos à base de secreções produzidas pelo animal. Também é possível que ele tenha sido levado para a região como mascote.




Caramujo-maçã





No caso do caramujo-maçã (pomacea canaliculata), que vive na água, além do problema de saúde pública, as autoridades também estão preocupadas com uma questão comercial. O animal pode ser encontrado em metade dos pouco mais de 400 mil hectares de lavouras de arroz do Equador.





Alex Ronquillo, coordenador da Associação de Produtores de Arroz de Duale, uma das principais áreas produtoras do país, disse à BBC que o caramujo está causando um "impacto devastador" nas plantações da zona costeira.





De acordo com Ronquillo, alguns agricultores têm utilizado produtos químicos altamente tóxicos para combater o caramujo, eliminando inimigos naturais de outras pragas. Por isso, ele pede que o governo tome "medidas urgentes" para lidar com o problema.





Para combater a invasão, o Equador está buscando ajuda internacional. Há alguns dias, o presidente do país, Rafael Correa, anunciou o envio de técnicos para outros países em busca de soluções para a questão da devastação dos cultivos.





Segundo o instituto Agrocalidad, agência estatal que coordena as atividades de combate à praga do caracol no Equador, já foram feitos contatos com especialistas dos Estados Unidos, das ilhas Fiji e das Filipinas.





Andrés Donoso, técnico da Agrocalidad diz que uma erradicação total do caracol seria impossível por causa da forma exponencial como ele se reproduz. "A nossa estratégia é focada no controle e redução populacional", explica.





O Instituto Nacional de Saúde do Equador tem alertado a população de áreas de risco para não manipular diretamente ou consumir qualquer caracol sem cozinhar.





De acordo com Martini, o parasita causador da meningite também pode se alojar no caramujo-maçã e até já "migrou" para outros caracóis que tradicionalmente habitam a região, consumidos crus em algumas áreas costeiras.

quarta-feira

Caracóis à Borgonhesa


Os franceses são os seus principais consumidores, (embora nós portugueses também sejamos apreciadores dos mesmos, sobretudo na zona Sul do País) e os caracóis que mais apreciam são os robustos exemplares das vinhas de Borgonha, onde os alimentam (como se fazia na Roma Antiga) com folhas de parreira até que engordam e ficam deliciosos. 




A maneira clássica de prepará-los é a da região: chamam-se então caracóis à borgonhesa, servem-se muito quentes, dentro das suas cascas, com grandes quantidades de saborosa manteiga aromatizada com alho e pão fresco como acompanhamento. 


Todavia, como os caracóis de Borgonha nunca são suficientes para satisfazer os pedidos, a alternativa é o caracol raiado, mais pequeno, que compensa a sua pequenez com o sabor e textura suave e tenra. Apresenta a desvantagem de que as suas cascas, diferentemente do caracol de Borgonha, costumam ser demasiado frágeis para que se possa voltar a usar uma vez retirados delas os seus ocupantes, mas o problema resolve-se usando uns pequenos recipientes de cerâmica, fáceis de lavar e sempre prontos para voltar a usá-los. 


Outros elementos essenciais para desfrutar devidamente os caracóis são os pratos com concavidades, chamados escargotières, que levam uma dúzia de caracóis nas suas conchas, as pinças para segurar as cascas quentes e uns garfos especiais com dois dentes, para tirar os caracóis das cascas. 


Em Roma, no dia de S. João, é tradicional comerem-se cozidos em azeite com alho, tomate e alecrim ou hortelã fresca.


terça-feira

Praga na Europa: verme ameaça caracóis de extinção


Chega à Europa uma praga que ameaça os caracóis de extinção.



Importante ameaça à biodiversidade em França e na Europa.





Os caracóis que fazem as delícias dos portugueses durante os meses de verão podem ter os dias contados, e a culpa é de uma praga. 





Verme-Nova Guiné
Verme-Nova Guiné ( Platydemus Manokwari )



A 'catástrofe' pode começar em França, onde o caracol é um prato típico, caso o país não consiga deter a invasão de um verme achatado e viscoso do sudeste asiático, alertaram os cientistas.





O Verme-Nova Guiné, como é conhecido, integra a lista das 100 espécies invasoras mais perigosas do mundo, pois tem um apetite voraz por caracóis e minhocas. 


Os trabalhadores de um jardim botânicos em Caen, na Normandia, foram chamados para analisar um verme estranho, escuro, com cabeça em forma de bolacha, que havia nas plantas de uma estufa local. Uma reportagem da revista 'PeerJ', na terça-feira, revelou que os especialistas confirmaram, através de testes de ADN, os piores receios: o 'Platydemus Manokwari' chegou à Europa. 





Platydemus Manokwari
Verme-Nova Guiné ( Platydemus Manokwari )





"Esta espécie é extremamente invasiva", contou Jean-Lou Justine, do Museu Nacional de História Natural. "Por isso, espero que a praga possa ser travada ainda nos estágios iniciais." E acrescentou: "Todos os caracóis na Europa podem ser dizimados e isso teria um enorme impacto na culinária francesa e não só." 


O Platydemus Manokwari tem cerca de cinco centímetros de comprimento por cinco milímetros de largura. A parte traseira é verde-azeitona e preta, tem abarriga branca onde se pode encontrar a boca, a sua maior arma. A cabeça é alongada, com dois proeminentes olhos negros. 











O verme pode apanhar os caracóis em qualquer parte, visto que se deslocam da mesma forma, e forçá-los a sair da casca. Os biólogos estão alarmados com o seu apetite. 




Platydemus Manokwari
Verme-Nova Guiné ( Platydemus Manokwari ) mata caracóis


O habitat original do verme é as montanhas da Nova Guiné, em altitudes de 3.000 metros, onde a temperatura é moderada. Testes demonstraram que o verme pode sobreviver a temperaturas abaixo de 10 graus Celsius, o que lhe dá uma grande capacidade de sobrevivência em quase todas as regiões do globo. "Platydemus Manokwari representa uma nova e importante ameaça à biodiversidade em França e na Europa, que abriga centenas de espécies de caracóis, algumas das quais ameaçadas de extinção e protegidas", alerta o artigo da 'PeerJ'. "Por isso, é importante considerar a implementação de medidas de erradicação e controlo deste verme.”


Verme é capaz de seguir o rastro dos caracóis





Classificado entre as 100 piores espécies exóticas invasoras do mundo, este verme foi intencionalmente introduzido na Nova Guiné, como um agente biológico para controlar pragas de caracóis. Ele é capaz de seguir as suas "faixas", subir ás árvores para encontrar as presas e até mesmo fazer ataques gregários do tipo de "gangues organizados" .





Para os cientistas que fizeram a descoberta é urgente  atacar já a praga para evitar a proliferação desta espécie. Já existe um evento precedente no norte das ilhas britânicas por uma outra espécie de verme, o triangulatus Arthurdendyus, vindo da Nova Zelândia que foi responsável, de acordo com os pesquisadores, por "reduções significativas nas populações de minhocas" resultando num possível declínio na fertilidade do solo.